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7 a 1

Vem aí a Copa do Mundo. Diferente dos outros anos, poucas pessoas estão comentando sobre isso. Está muito diferente de antes. Poucas coisas nas lojas com a cores da seleção, poucas ruas pintadas e enfeitadas para os jogos, pouca empolgação. Existe um abismo enorme entre o momento e a realidade. Nem parece que estamos nas vésperas de um Mundial. Nada tem a ver com o famoso 7 a 1. A resposta para a existência desse abismo é o atual momento em que o país está vivendo. Todos os dias surge algo novo, que vai deixando mais longe aquela esperança de um país melhor. Coincidência ou não, essa turbulência no país, agravou em 2014, ano do último Mundial, ano do 7 a 1. O futebol não vai mudar a política do Brasil. Pintar as ruas de verde e amarelo não vai acrescentar em nada. Bom seria se a Copa do Mundo fosse um divisor de água para nós brasileiros. Pode ser um divisor de água no futebol, mas na política não vai ser.

A política não é futebol. O Brasil pode trazer a taça da Copa, mas vamos continuar sendo um país da vergonha, vamos continuar sendo o país do 7 a 1. Lamento constatar, as pessoas acham que deixando de acompanhar a seleção brasileira o problema da política vai se resolver.

Estão tentando ajustar as coisas para o resultado vergonhoso da última Copa não voltar a acontecer. Mas e nós, o que estamos fazendo para evitar a farra dos políticos? Nada. De 2014 até hoje não fizemos nada. Reclamamos muito, mas nada mudou. A verdade, é que acabamos por defender as bandeiras dos inúmeros partidos que existem por aí. Vamos para as ruas defender a NÃO condenação, empunhando a bandeira com as cores do partido. E no fim, achamos que NÃO pintar as ruas para o Mundial é a solução.